Primeiro ano e ainda não sabe ler e escrever?

* Post em áudio – aperte o play logo abaixo: 

Cada criança tem seu tempo! Com certeza, você já deve te lido e ouvido muito essa frase depois da maternidade, e ela existe para confortar ou confrontar nossas ansiedades (e são tantas, né?!) diante dos processos de aprendizagem dos nossos filhos, porém, quando todo mundo da mesma idade já está engatinhando, já está andando, falando, escrevendo e meu filho ainda não, invocamos a síndrome da mãe-perfeita-dura-de-cabeça-mole estimulada por culpa, medo e esfregação de dedos nos nossos narizes das mães-de-verdade cuja seus filhos são gênios!

 

 

 

 

Eu tenho uma gênia! Cof cof cof

Duas – pra não dizer que prefiro um filho do que o outro; a tal da síndrome do filho dourado (assunto para outro post!) – mas hoje vou falar apenas da caçula:

Minha Maria está no primeiro ano da escola, e precisou apenas dos seis primeiros meses para sair lendo todas as placas pelas ruas e escrevendo suas primeiras palavras.

Embora, ainda bebê, sempre gostou de livros, mesmo sem saber ler, o contato com eles começaram desde cedo. Entre uma história e outra, memorizava contos e poesias, inventava suas próprias fantasias, e ouvir para dormir, era o que ela mais queria.

Foi para escola com três anos, e nunca almejamos que ela aprendesse nada além do processo de aprendizagem para a média de sua idade, nada de lições de casa, inglês, mandarim, apenas uma escola tranquila de bairro, para brincar, nada que precisasse vender meus rins.

Acredito que a forma com que nós incentivamos nossos filhos, através dos fatores construídos emocionalmente, neurologicamente, relacionais e ambientais, antes mesmo da escola, impactam no seu desenvolvimento, no entanto, o ser humaninho é complexo demais, viu gente?! e não existem receitas que dão certo pra um e pro outro, pelo contrário, cada filho é diferente, assim como os pais também para cada filho.

Mas preste bem atenção, é muito importante considerar e respeitar as diferenças dos nossos filhos, mesmo que isso exija uma força sobre-humana, deixe de lado essa competição pelo filho perfeito, pois amar nossos pequenos é fácil, difícil mesmo é aceitar como ele é, e é aí que mora nossa ansiedade, vendo as graminhas dos vizinhos verdinhas, queremos que a nossa também brilhe como tal, mas a nossa é diferente, às vezes exigir, cobrar que ela seja um arbusto, algo que não é, pode ser dolorido e um fardo para toda a vida, não só para eles, mas para nós também.

E estar pronto para alfabetização depende ainda do processo motor e cognitivo, ou seja, nós podemos sim estimular a disposição dos pequenos, mas se por exemplo ele não estiver numa escola adequada para o perfil dele, não tiver uma boa relação com a professora, mesmo que seja apenas por timidez, insegurança, provavelmente ele terá algumas dificuldades.

O “não aprender” pode ter varias causas, tanto físicas quanto psicológicas, o importante é dar uma segurada (viu, mãe/pai), a criança ainda não sabe ler e escrever, tente não demonstrar a sua ansiedade, fazendo com que isso acarrete até num processo de pensamento que a criança fica invadida pela possibilidade de erro, mas acompanhar, juntamente com a escola e professor, ou até profissionais como psicopedagoga, pediatra, para que a alfabetização seja uma atividade prazeirosa, para toda a família!

 

 

Com amor, Naty

 

 

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