Eu não conheço minha própria filha!

Você fracassou como mãe, porque você é culpada pelas escolhas da sua filha!

 

Era mais um dia como outro qualquer, já havia se passado manhã e tarde, e a noite chegava serena, mas de repente o anel que era vidro se quebrou, e aquela certeza que precede a chuva com o trovão que chega para anunciá-la, gritou para acordar a mãe que existe dentro de mim.

E eu fico aqui, rodeando para escrever essa história que não é nenhum conto de fadas, mas se compara perfeitamente com a síndrome da Bela Adormecida (e eu com medo de deixar as palavras fluírem aos meus dedos, com um terror de verbalizá-las, como quando a gente diz “NÃO” para os nossos filhos, mas não explica o motivo, simplesmente por não querer ou não saber lidar com aquela situação e as palavras -, mas sinto como se eu estivesse me afogando entre elas, e preciso da minha máscara de oxigênio, preciso escrever!).

 

Giulia tem quase quinze anos, sempre foi uma menina muito meiga e quieta, gentil e atenciosa, carinhosa. Mas a internet a mudou, a transformou em uma pessoa que eu não conheço. Eu não conheço minha própria filha!

Sempre a deixamos livre, sempre conversamos sobre tudo, alertamos sobre os perigos que cercam os adolescentes e confiamos que estávamos no caminho certo, e não é querendo me exaurir da culpa, ou quem sabe seja, mas de fato, eles podem até sentir o cheiro do peso que carregam nessa idade, mas não possuem medo dele. São destemidos e o desafio corre em suas veias. Usam e abusam de aplicativos, de fotos, mensagens, listas de pessoas como objeto, e todos aqueles discursos que já conhecemos sobre essa “terra sem lei”. Estão dentro da nossa própria casa, estão seguros no silêncio dos seus quartos?

 

Abre aspas (desabafo)

A nós cabe o sentimento de fracasso que apunhala e dilacera a alma materna, que revela a fragilidade nua e crua diante de um mar de impotência. As mãos atadas, e os pés fincados num caminho que não podemos percorrer, que não nos pertence. Quando tudo que você sabe, quando tudo que você conhece, se resume em encarar o desconhecido, nossa maior angustia: nos reconhecer nos erros deles.

Você até é capaz de permitir que seus olhos se enganem com aquilo que seus instintos já farejaram, e o que vem a seguir é, sua decisão em continuar sufocando a verdade, ou encarar e agir com atitude. Quando você julga alguém, você projeta nessa pessoa aquilo que está somente em você, ainda mais quando não a conhece. Por isso, quando você descobre algo que jamais imaginou que alguém fosse capaz de fazer, e se espanta, o buraco da decepção se abre bem diante do seu nariz, pois existe um abismo entre o que você pensa e o que o outro faz.

O pior das nossas vidas como pais não é enxergar as escolhas dos nossos filhos como meros erros que permeiam o que é certo e o que é errado, mas sim, nos vermos refletidos nessas escolhas. Até onde vai o nosso exemplo, e onde começa a influência dos amigos no comportamento dos nossos filhos?

Fecha aspas

 

  1. Seu filho usa a internet com qual frequência?
  2. A Rede Social que seu filho pertence está adequado a sua idade?
  3. Você têm domínio/pertence também a rede social que seu filho pertence?
  4. A rede social do seu filho está configurado de acordo com a sua idade?
  5. Você conhece todas as configurações de privacidade da rede social do seu filho?
  6. Quantas vezes por semana você olha o histórico da navegação do seu filho?

 

Você sabia que existem aplicativos de controle parental em que podemos controlar TUDO que eles fazem pelo celular? Eu não sabia! A Ju, minha amiga e sócia no Campinas com crianças, me contou, pois participou de uma palestra sobre o assunto, mal sabia ela, e muito menos eu, que mais uma vez, todos os conteúdos possuem fundo autoral e relevância na nossa vida pessoal. Para ler sobre o conteúdo completo CLIQUE AQUI.

 

(O inferno da Maternidade existe! Ele pode até te iludir lá pelos dois anos daquela criaturinha adorável com terríveis amostras grátis e demonstrações frequentes de dupla, tripla personalidade, mas é na adolescência que ele se revela em sua forma mais audaciosa. Você pode ficar ai com cara de quem se espanta com tudo isso, e talvez pensar que essa Natália é dramática a níveis extremos, mas eu duvido que você sabe lidar com todas as situações inusitadas na vida dos seus perfeitos filhos.)

 

Não somos culpadas pelas escolhas dos nossos filhos, apesar da certeza disso ser potencialmente real a nossa consciência, mas em situações em que nossas emoções interferem em nossas ações, o ideal é procurar ajuda profissional. O que não pode acontecer é ignorar e se distanciar, pelo contrário, trazer pra perto, acolher, mas destacar de modo incisivo as consequências dessas escolhas, e as responsabilidades sobre elas também, acredito que este é o caminho mais saudável para esse processo. Mas não se enganem, não é fácil, e quem disse que seria, né?

 

Com amor,

Aquela que ainda está aprendendo…

 

Naty

 

 

 

 

 

 

Deixe seu comentário