Cara de mãe?

A mãe tem uma cara de mãe? Qual seria a cara ideal de uma mãe?

Muitas, consideravelmente, muitas pessoas me fitam curiosas quando declaro ser mãe, seguidamente, muito mais, quando revelo a maternidade de duas.

“Mas quantos anos você tem? Você não parece ter mais de vinte e poucos.

” Ora! Sem desdém, mas eu não considero como elogio. Que cara deveria ter uma mãe, então? E essa singularidade deveria ser positiva ou negativa? Onde será que eu me enquadro nessa perspectiva?

Acredito sinceramente que o nosso modo de ver a maternidade, ficou irremediavelmente confuso no decorrer das duas, ou três últimas gerações.

No entanto, o pequeno espaço ao exercício das funções maternas continuam os mesmos nos padrões claustrofobicamente limitados.

E olha que nem vou entrar na questão “maternidade em tempo integral”, pois ela arranca uma ansiedade colossal a essa aberração social cultural contraditória. Rs

Nesse sentido não restam dúvidas que o papel da mãe impele expectativas que parecem razoáveis e até louváveis a mulher perante o mundo, porém, há algo faltando nessa imagem: a realidade.

E é aí que nosso coração traiçoeiro murmura contra nós! E em algum ponto ao longo do caminho a bagagem começa a pesar, e aí minha amiga, não existe filtro que poderá colorir os resultados de uma possível crise de identidade.

Com amor pensativo,

 

Naty

Deixe seu comentário