Cama compartilhada, amor compartilhado

Não é fácil ser mãe.

Não é fácil escolher quando se é mãe. Escolher é perder, sempre. Cada escolha uma renúncia.

O tanto que se perde aqui, ganha em dobro ali.

Eu escolhi dormir com meu RN em minha cama pra ser uma mãe com paciência e com disposição para as mamadas a cada duas horas madrugada adentro, do que ensinar um bebê que passou 9 meses dentro de mim a dormir em outro quarto sozinho.

Não foi fácil. Longe disso.

Mas difícil mesmo foi ter que lidar com as críticas e julgamentos.

Quase 4 anos depois ainda dividimos o mesmo quarto, não a mesma cama, mas a mesma segurança de termos uns aos outros por perto.

Nenhuma criança foi estragada, muito pelo contrário, Maria é destemida e independente a níveis extremos.

 

Embora tenha sido árduo, sou plenamente feliz com as minhas escolhas e tudo o que dela decorre, faria tudo novamente, cama compartilhada, peito em livre demanda até 3 anos e colo o tempo todo sem pestanejar.

Pois são minhas escolhas. E elas me definem como mãe e pessoa.

A maternidade não é colorida, mas sim recheada de recompensas.

 

Para você que se sente infeliz com as suas escolhas; para você que se pudesse faria tudo diferente; para você que dá o melhor de si; para você que apoia a liberdade de escolhas e opiniões independente das suas; para você que se sente reconhecida na maternidade alheia: só é possível educar um filho, só é possível errar e acertar, só é possível ser mãe quando se vive isso na prática, a sua melhor maneira.

A maternidade não se resume a padrões, mas sim o conjunto de toda uma obra individual e intransferível.

 

Com amor,

 

Natália Piassentini

 

Foto: Pinterest

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