Rede secreta de informações (sqn) – a sua internet!

Mães blogueiras

Olá viajantes stalkers,

Quado engravidei da Giulia, em 2003, escrevia minha aventura barriguidícia num caderninho rosa-capa-mole que por nove meses foi meu companheiro ouvinte-dentre tantos amigos e familiares que pouco, ou quase nada, sabiam lidar com a situação de uma grávida adolescente e por isso, ou falavam o que eu não queria ouvir ou se calavam – por muitas vezes preferia a segunda opção. E então era apenas eu, a barriga e ele, o caderininho rosa-capa-mole.

Quando engravidei da Maria, em 2011, tive uma put# ideia de dar um google “grávida, e agora?” e dar de cara com uma imensidão de blogs maternos a mercê deste universo teclável, foram vários, mas escolhi um em especial cuja idade gestacional, data da última menstruação e data prevista para o parto da blogueira era idênticas as minhas.  Acompanhei o diário desta mãe, comentava nos seus posts, fotos, sabia onde ela morava, o nome do marido, dos filhos dos outros casamentos, profissão, locais que frequentava, gostos e tudo mais, aprendi tanta coisa, peguei tanta informação bacana, fiz uma super amizade com ela – de conhecer pessoalmente -, e resolvi abrir um blogspot também.

Abre aspas

É, eu sou da época dos diários maternos sem pretensão alguma e dos comentários no blogspot. E fico “P” quando vejo pessoas no Instagram se denominando blogueiros (oi?). E daí que, volta e meia, aparece um me perguntando como se cria um blog?
Como você quer criar um blog, meu filho, se você nem sabe o que eles comem?

Fecha aspas

E foi então que o diário da Minha Maria nasceu. E era eu, a barriga e mais de 5mil visitas por dia em 10 meses.

Hoje privadíssimo! Oras, conto agora o desfecho, então:

Era tão fofo compartilhar sobre a cor do cocô da dor de barriga do baby, a cólica, vacinas, e noites e noites insones intermináveis, pois sempre tinha uma alma-amiga-mãe que se identificava e dava um colo-comentário que nos fazia melhor, pelo simples fato de não ser a única (ó Deus, por quê?) a sofrer com desmedida melancolia. Me sentia reconhecida na maternidade alheia, e sem desfazer da sua desgraça, mas que bom que não era só eu.

Mas também era tão bacana postar sobre um passeio que fizemos no final de semana, sobre aquele restaurante show de bola que tem espaço kids e seu pequeno amou…

E assim, navegávamos nessa humanidade oceânica virtual, contando tudo (absolutamente tudo) sobre a rotina de uma vida familiar nos mínimos detalhes.

Foi quando, um belo dia, pessoas estranhas me pararam na rua da esquina da padaria, em que eu passeava com minha criança no colo, perguntando “Essa não é a Maria do blog?”

Foi depois que, um já não tão belo dia assim, fizeram um blog com todas as fotos, conteúdos das minhas filhas e só mudaram os nomes.

Foi quando levei um susto depois de conversar por meses com um “blogueira” que se dizia mãe de três filhos e descobrir que ela era apenas a babá dessas crianças e fez um blog se passando por mãe delas.

Foi daí que privatizei meu blog. Foi ai que percebi que deveria pisar em ovos nesse mundo cibernético em que qualquer um pode se dizer qualquer um e fazer qualquer coisa, ou pior coisa.

E esta história eu venho lhes contar para que, se ainda não se deu conta disso, pensar, na sua responsabilidade com a sua família e privacidade toda vez que pensar em postar, seja lá o que for, nessa rede nada secreta de informações: a internet.

E foi a partir de uma mãe blogueira que incentivou tantas outras a uma blogagem coletiva que nasceu esse post e a sua importância.

Milene, do blog da Diiirce: “A experiência “Mães Blogueiras Unidas por uma Internet + Segura” consistia em investigar a vida digital de uma colega e repassar as informações a ela.”

Stalkear mesmo. Procurar pelo em ovo, agulha no palheiro e jogar na cara da colega o nome da escolha dos filhos, o endereço da casa dos pais dela e até, eventualmente, o CPF.

É. Tem coisas que até Deus duvida, mas não restam dúvidas, tá na internet, tá exposto a tudo.

Se algum “cybercriminoso” quiser saber algo sobre você, sua vida pessoal, ele vai encontrar?

Claro que não é pra neuroticar gente! Mas também não vamos bobear com coisa séria!

Então, aqui vai algumas dicas que a gente conseguiu reunir para que você se garanta contra esse tipo de gente:

  1. Restringir as publicações no Facebook para amigos. Coloque como público só aquilo realmente genérico!
  2. Postar fotos de eventos ou programas só depois que eles acontecerem. Isso evita que mapeiem onde vc está;
  3. Não dar check in público na escola dos filhos;
  4. Configurar o Facebook para que você tenha que autorizar qualquer marcação do seu nome em fotos ou eventos;
  5. Não colocar fotos dos seus filhos sem roupa (nem se forem bebês…tem louco pra tudo!);
  6. Não colocar fotos do seu filho com o uniforme ou qualquer coisa que identifique o nome da escola
  7. Desabilitar a localização geográfica de fotos do Instagram (porque qualquer um pode ver onde as fotos foram tiradas no mapa de fotos);
  8. Evitar dar detalhes da rotina da família;
  9. Checar se os perfis da sua família próxima nas redes sociais estão protegidos também;
  10. Para nós, que somos blogueiros: cuidado com o que você posta sobre o seu filho. Pense que ele pode vir a ler no futuro. Pense se ele gostaria de ler o que você postou sobre ele. Pense em que efeito isso terá sobre ele.

Quer ler o que as amigas escreveram também?

 

Tem gente de olho! Proteja-se!

Com amor,

Naty

 

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4 Responses to “Rede secreta de informações (sqn) – a sua internet!”

  1. pry disse:

    Oba! Faço quase tudo isto! Só não digo q faço tudo pois poderia colocar menos informações sobre nossa vida. Mas além de tudo q foi citado, não coloco nome nem foto do filhão de frente

  2. Lele disse:

    HAHAH
    A melhor parte do post? As aspas!!
    HAHAH
    beijos querida
    Lele

  3. […] Roteiro kids – Rede secreta de informações (sqn) […]

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